
Difícil criticarmos ou julgarmos a qualidade de um filme, principalmente sem estudarmos o contexto que este representa para cada um que o assisti. Ao falar do filme Chega de Saudade, eu o colocaria na categoria dos filmes mais ou menos, aquele famoso Mamão com Açúcar. Porém, não podemos nos esquecer das pessoas que o consideram sensível e lindo, por envolver questões vividas.
Na semana passada, fui assistir ao filme, juntamente com a minha mãe, maior companheira de grandes descobertas cinematográficas. O filme significou para ela algo puro, ingênuo e de uma beleza incontestável. A justificativa dada é de que o filme representa algo que é vivenciado e sentido por ela.
A forma como Eudes, interpretado por Stepan Nercessian, pode sentir e amar, não a jovem Bel (Maria Flor), e sim a sensação e o sentimento que a situação vivida entre os dois traz para ele de fato é muito lindo. Uma das falas mais bonitas do filme é dita por Eudes, ao falar que se apaixonou pelo que a garota trouxe a ele e não por ela em si. É importantíssimo as pessoas se permitirem amar as situações. Essa análise me leva a reavaliar meus conceitos em relação a primeira impressão que o filme me passou.
A história acontece apenas em um lugar, num dia de baile, em um clube de dança em São Paulo e acompanha as vivências de diferentes personagens durante a noite. Não podemos esquecer de citar a belíssima trilha sonora que compõe o filme.
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